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Arthur BigHead

Farias Brito

Filosofia no Brasil

Um dos iniciadores da Filosofia no Brasil, foi o cearense Farias Brito (1862/1917). Nesse período eramos um amontoado de etnias. O mais interessante é que Farias Brito, reconhecido como filósofo,  estava caminhando para o mergulho no Mundo Interior.

A disposição de suas obras, conteúdo e títulos indicam o rumo teórico-cognitivo que nosso pensador buscava dirigir suas pesquisas. A obra filosófica de Farias Brito compõe-se de duas trilogias:

  • Finalidade do mundo
A Filosofia como Atividade Permanente do Espírito Humano (1895)
A Filosofia Moderna (1899)
Evolução e Relatividade (1905)
  • Finalidade do Espírito
A Verdade como Regra das Ações (1905)
A Base Física do Espírito (1912)
O Mundo Interior (1914)

Farias Brito

Entre 1888 e 1915 período em que desenvolveu as obras acima citadas, Farias Brito transitava num âmbito do pensamento mundial, enquanto aqui no país, ainda não tínhamos a cultura brasileira definida, buscávamos, e formulávamos, muitos dos aspectos que caracteriza nosso ser brasileiro atual (por exemplo: o frevo e o samba).

Ao mesmo tempo, na Europa e EUA, a Ciência ganhava requintes e status de transformadora da sociedade junto com o novo processo de industrialização, com a energia, o petróleo, as máquinas.

Farias Brito iniciou sua pesquisa filosófica pelo exame das teses de Tobias Barreto (formuladas entre 1839-1889), que fora seu professor na Escola de Direito do Recife (onde nasceu um Movimento intelectual poético, crítico, filosófico, sociológico, antropológico e jurídico conhecido como Escola do Recife, nos anos de 1860 e 1880.

Observe que  FB começou a  produzir sua obra em 1895, no final do estudo da obra do Tobias Barreto.

Aprofundando os estudos do então famoso mestre, ele foi levado a defender a necessidade de uma “ciência” do espírito que não se confundisse com a psicologia experimental da segunda metade do século XIX.

Ele buscava um tipo de saber capaz não só de atender à aspiração humana de organizar a vida em bases racionais, como também de dar uma resposta ao problema da dor inerente à finitude da vida.

Hoje entendo que ele buscou criar um caminho para que outros brasileiros pudessem pensar. Eramos amorfos, uma tentativa tosca de europeização aportuguesada.

Ele era uma voz solitária, que fora alimentado pelo eruditismo do grande Tobias Barreto, buscando o sentido do pensar brasileiro, com autonomia e originalidade.

Rompeu inúmeras dificuldades de seu tempo, antes de tudo, tonou-se um sinal da criação da Filosofia entre nós. Ponto de partida para compreensão do inicio da Filosofia no Brasil sob influencia do pensamento germânico da época. Bastante diferente da influencia da escola francesa (positivista).

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